25 de fevereiro de 2010

#heartache

Quando eu sinto medo do escuro, sinto medo de dormir. Sinto medo de ficar inconsciente e de que a escuridão me engula sem eu nem perceber... Mas quando eu sinto dor, dor na alma, no coração, faço questão de ficar inconsciente, anestesiada. Nessas horas dormir faz todo o sentido do mundo; a escuridão pode me levar e levar a dor embora. O melhor efeito de todos, entretanto, é o do álcool e o do cigarro. Combinados, então, fazem com que tudo, inclusive eu, perca os sentidos. E enquanto o veneno corre pelo sistema, leva a dor da alma embora e depois só resta a dor do corpo, que pode ser curada com os remédios da ciência. Eu preferia ser um animal não-racional. Viver só do instinto seria muito mais fácil e a alma certamente não iria doer, porque eu jamais seria capaz de me decepcionar. A tristeza jamais existiria, eu viveria somente no aqui e no agora, sem me artomentar por conta do passado nem me entusiasmar por causa do futuro. Tudo faria muito mais sentido. Ainda bem que amanhã é dia de cerveja. Ainda bem mesmo.

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